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Energia solar

 

Num tempo em que crescem as preocupações com os consumos energéticos, nomeadamente devido aumento do preço do petróleo e ao efeito de estufa provocado pela produção elevada de dióxido de carbono, surgem notícias sobre a investigação no campo das energia renováveis.

O Sol já há muito era utilizado na produção de energia eléctrica a partir dos painéis fotovoltaicos,  construções rígidas  com células que usavam como material fundamental o silício.

A investigação já possibilitou produzir energia eléctrica a partir da energia solar usando células receptoras produzidas com polímeros orgânicos, plásticos, em linguagem corrente. Estes materiais, devido à sua plasticidade, poderão num futuro não muito distante cobrir as paredes dos edifícios aproveitando a luz do sol que nelas incide. Serão verdadeiras pinturas solares.

 

Para saber mais:

http://www.physorg.com/news103997338.html

http://www.theinquirer.fr/2007/07/20/les_chercheurs_nous_trouvent_d.html

http://www.linternaute.com/science/technologie/deja-demain/06/peinture-solaire/peinture-solaire.shtml

 

 

Efeito do Sol na rotação dos pequenos asteróides

 

Foi detectada uma diminuição do período de rotação do asteróide 2000 PH5, de um  milissegundo por ano. Este aumento da velocidade de rotação denomina-se  efeito YORP(Yarkovsky-O'Keefe-Radzievskii-Paddack), e deve-se à libertação do calor libertado pelo asteróide aquecido pela radiação solar.  Este efeito apenas se observa em asteróides  de pequenas dimensões .

A diminuição do período pede ter como efeito a fractura do asteróide em dois pedaços, com a consequente alteração da órbita.

Para mais informação:

http://www.astro.up.pt/divulgacao/index.php?WID=451&Lang=pt&CID=2&ID=70

http://www.eso.org/outreach/press-rel/pr-2007/pr-11-07.html

http://www.portaldoastronomo.org/noticia.php?id=708

http://www.futura-sciences.com/fr/sinformer/actualites/news/t/astronomie/d/quand-la-lumiere-accelere-la-rotation-des-asteroides-leffet-yarkovsky_10495/

 

 

Influência das erupções vulcânicas na temperatura terrestre

 

Um estudo realizado por Melanie Baroni e Joel Savarino do “Laboratoire de glaciologie et geophysique de l’environnement” veio demonstrar que as grandes erupções vulcânicas poderão arrefecer muito o planeta.

Nas erupções são expelidos alguns compostos contendo átomos de enxofre. Esses átomos de enxofre quando são atingidos por radiação ultravioleta sofrem alterações, transformando-se num isótopo diferente daquele que foi expelido.

Ora essas interacções apenas ocorrem na estratosfera. Os átomos que constituem as partículas que não ultrapassam a troposfera, a camada mais próxima da superfície, sofrem alterações desprezáveis da sua composição isotópica.

As correntes que ocorrem na troposfera permitem uma dissipação rápida, ao contrário do que sucede na estratosfera, onde as partículas poderão permanecer mais tempo, impedindo a passagem da radiação solar.

Este estudo veio mostrar a existência de um indicador que permite medir o efeito das erupções no clima, percebendo de que forma a temperatura pode ser afectada.

 

 

Science et Vie, Março 2007

 

 

As montanhas de Titan

 

Titan, uma das luas de Saturno, observada mais pormenorizadamente pela sonda Cassini,  mostrou possuir montanhas com cerca de 1500 m de altura. A existência destas cadeias montanhosas parece mostrar que este satélite de Saturno teve, ou tem ainda, actividade tectónica. A existência de cadeias montanhosas na terra deve-se ao movimento das placas tectónicas. Esses picos montanhosos encontram-se cobertos por uma substância branca, provavelmente, água, metano, amoníaco ou etano no estado sólido.

 

Para mais informação:

http://saturn.jpl.nasa.gov/home/index.cfm

 

 

 

Transformação do dióxido de carbono em combustível

 

Um projecto experimental que congrega quatro universidades europeias tenta transformar o dióxido de carbono, CO2, um dos principais responsáveis pelo chamado efeito de estufa, num hidrocarboneto combustível, em etanol ou em tolueno.

A reacção, que usa a luz do sol e catalisadores de óxido de titânio, platina e paládio, decorre nas condições de pressão e temperaturas normais, pelo que não envolve grande consumo energético.

Os primeiros resultados mostraram que é possível transformar 20ml de CO2 por minuto, durante uma hora.

 

Sciences et Avenir Dezembro de 2006

 

Medições em exoplanetas

 

Os exoplanetas são planetas que gravitam em torno de outras estrelas. Para quem prevê que se encontre vida noutros pontos do universo, estes corpos celestes serão os grandes candidatos.

Até agora todas as características dos exoplanetas eram obtidas por medições indirectas. Uma equipa da University of Central Florida, usando o telescópio espacial Spitzer, conseguiu fazer uma medição directa de uma propriedade do planeta Upsilon Andromedae b, (o nome destes planetas é formado pelo nome latino da estrela em torno do qual orbita e por uma letra minúscula). No presente caso mediram o fluxo de radiação infravermelha emitida pelo planeta.

A partir dos dados recolhidos concluíram que a diferença de temperatura entre o hemisfério diurno e o nocturno, (este planeta tem sempre a mesma face virada para a estrela em torno da qual orbita), é de cerca de 1400 ºC.

 

Ciel et Espace, Dezembro de 2006

 

A Primavera chega mais cedo

 

Um estudo realizado em diversos países da Europa, coordenado por Tim Sparks do Centro Britânico de ecologia e de hidrologia e por Annette Menzel da Universidade técnica de Munique, concluiu que a Primavera se inicia mais cedo do que há 30 anos. O estudo usou 125 628 observações de 542 espécies animais e de 19 espécies animais, efectuadas em 21 países. 78% das folhas, flores e frutos aparecem mais cedo e 3% mais tarde. A precocidade da Primavera atinge o seu máximo em Espanha, duas semanas, e em Inglaterra, dez dias. Esta situação poderá vir a ter um impacto elevado nos ecossistemas, em especial na dessincronização das cadeias alimentares.

 

Science et Vie , Novembro de 2006

http://www.mediaterre.org/scientifiques/actu,20060829143538.html

 

Cada vez mais longe

 

O telescópio Subaru, localizado no Hawai, permitiu localizar a galáxia mais longínqua até agora encontrada. Está à distância de aproximadamente 13 mil milhões de anos-luz.

Recorde-se que um ano-luz é a distância que a luz, (que percorre 300 000 quilómetros em cada segundo,) alcança ao fim de um ano.

A luz que chegou ao telescópio no momento em que a galáxia foi detectada foi emitida há 13 mil milhões de anos, ou seja, quando o universo ainda estava no seu início. Alguns dos mais recentes dados apontam para o big bang ter ocorrido há cerca de 13,5 mil milhões de anos.

 

Science et Vie , Novembro de 2006

http://www.flashespace.com/html/other4.htm

 

Armazenamento do CO2

 

Um dos problemas ambientais principais na  Terra é o aumento de emissões para a  atmosfera de CO2 , dióxido de carbono, devido ao efeito que produz no aumento da temperatura média do planeta.

Ninguém dúvida que a resolução do problemas passa pela diminuição das emissões, o que não é fácil de conseguir, pois neste momento o desenvolvimento económico dos diferentes países ainda depende muito da possibilidade de emitir esse gás.

Perante esta dificuldade tem-se tentado, em simultâneo com a redução das emissões, arranjar forma de armazenar parte do CO2 que vai sendo emitido. Com esse objectivo tem sido estudada a possibilidade de injectar o gás, depois de liquefeito a elevada pressão, em camadas geológicas profundas, a cerca de 1500 de profundidade.

Um estudo feito na Califórnia constatou que a água proveniente dos solos onde o dióxido de carbono tinha sido injectado teve um abaixamento brusco do pH de 6,5, que era o seu valor normal no local, para 3, existindo ainda um significativo aumento da concentração do ião ferro nessa mesma água. Com o decorrer do tempo o pH aproximou-se novamente do valor 6.

O estudo não é conclusivo, pois não aborda o problema principal, que consiste na necessidade de saber se o armazenamento poderá resistir alguns milhares de anos.

 

La Recherche, Setembro de 2006

Viagem pelo subsolo

 

A partir do CERN, na Suiça, um acelerador de partículas está a emitir neutrinos, que atravessam as montanhas dos Alpes até atingirem um detector situado a 732 km de distância em Itália. O facto de estas partículas praticamente não interagirem com a matéria permite esta travessia através das rochas, mas também dificulta a sua detecção. Cada dia são emitidos 109 neutrinos, que chegam quase todos a Itália, mas a expectativa é de apenas serem detectados 25.

 

Science et vie, Setembro de 2006, nº 1068

 

A Terra encontrou um familiar distante

 

Desde 1995 já foram descobertos mais de 170 planetas rodando em torno de longínquas estrelas. No entanto, todos esses planetas são semelhantes a Júpiter; gasosos e muito maiores do que a Terra.

Foi agora descoberto um planeta a quem atribuíram o simpático nome, OGLE-2005-BLG-390 Lb, que tem características rochosas como a “nossa” Terra, e é apenas cinco vezes maior que ela.

Finalmente a Terra encontrou alguém da sua “família”.

 

Pour la Science, Março 2006, nº 341

 

As descargas Eléctricas produzem raios X

 

Joseph Dwyer, da Universidade da Florida, observou a emissão de raios X precedendo uma descarga eléctrica entre duas esferas sujeitas a uma diferença de potencial de 1,5 milhões de volts. A emissão desta radiação dura cerca de 0,5ms.

Este fenómeno já havia sido detectado nos relâmpagos que ocorrem durante a trovoada, mas pela primeira vez foi também observado em laboratório. A emissão dos raios X nestas condições é neste momento inexplicável, tentando-se perceber se eles desempenham um papel fundamental na propagação do relâmpago ou se são apenas um subproduto.

 (Science et Vie, Janeiro de 2006)